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A Nona Sinfonia foi a obra prima de Beethoven e, sem dúvida, uma das mais belas sinfonias de todos os tempos.
Ela se diferencia muito das outras obras de Beethoven, pois ele já estava totalmente surdo ao escrevê-la.É no mínimo curioso o fato de um homem surdo, incapaz de ouvir a própria música, tenha composto uma obra fantástica, de tamanha beleza, comparável apenas às melhores sinfonias de Mozart, talvez.

Seu primeiro movimento é Allegro ma non troppo, un poco maestoso. Ele começa com um som muito baixo, quase inaudível, que parece estar soando a mais tempo, sem que tenhamos percebido. Temos uma pequena introdução e depois começa o movimento rápido, muito belo e perfeito.

Após este movimento, temos o Molto vivace, cujo início é muito conhecido, chegando a tocar até em telenovelas. Depois disso, começa um movimento mais rápido, que eu, na primeira vez que ouvi, tive a impressão de já ter escutado antes. Isso costuma ocorrer com a maioria das pessoas que se interessam por música erudita, e não só com essa música, mas com várias outras. Quando a música é realmente bela, nós temos essa impressão.

O terceiro movimento é o Adagio molto e cantabile, simplesmente fantástico. É magnífico, carregado de emoção. Ele simplesmente dispensa comentários.

Por fim, nós temos o quarto movimento, Presto: Allegro assai, que dispensaria qualquer comentário. Ele encerra a maior sinfonia da história com chave de ouro. É neste movimento que entra a voz, que dá o nome dá sinfonia (Coral). Na primeira apresentação, o coral não conseguia atingir as notas mais altas e exigiu mudanças. Beethoven nem se deu o trabalho de responder. E com razão. Beethoven sabia que estava certo. Sua obra era para uma orquestra do futuro. Beethoven não iria se adaptar à sua época. sua época que se adaptasse a ele. O quarto movimento é o testamento vocal de Beethoven.
O final é muito elevado. É uma sinfonia além de qualquer definição. Não é clássica, tampouco romântica. Só sabemos que é magnífica. E isso já basta.

Mais tarde, Debussy diria que a Nona Sinfonia é o pesadelo dos músicos que vieram depois de Beethoven. Eles tomavam a Nona Sinfonia como um ideal a ser alcançado a qualquer preço. Depois compreenderiam que é uma tarefa impossível.

E essa é a maior obra do maior compositor de todos os tempos.